O Hubble Space Telescope comemora hoje, 24 de Abril de 2020, 30 anos em órbita – está de parabéns o grande telescópio que nos brinda com imagens astronómicas deslumbrantes com um valor inestimável. Milhares de cientistas em todos o mundo dedicam as suas vidas a analisar os dados captados pelo telescópio espacial que nasceu de um projecto de cooperação internacional entre a ESA e a NASA e mudou a nosso entendimento do Cosmos. Enquanto não podemos voltar a viajar, temos a oportunidade de ver, de nossas casas, os retratos que esta maravilha da ciência nos traz de fabulosas viagens no tempo e no espaço.

Para celebrar os inúmeros feitos do Hubble, a NASA organiza ao longo deste ano eventos especiais, o lançamento de novas imagens, videos e documentários e recursos interactivos nas suas várias redes sociais. Para começar, sugiro que vejam a selecção de “30 anos, 30 imagens” que a NASA disponibiliza neste link:

Cosmic Reef (2020)

A imagem que ilustra este artigo que escrevo é a que a NASA/ESA divulgaram para celebrar o 30º aniversário do Hubble e mostra com detalhe impressionante a nebulosa gigante NGC 2014 e a sua vizinha NGC 2020 que, juntas, formam parte de uma vasta região de formação de estrelas na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite a aproximadamente 163 000 anos-luz. Poderão ver uma animação 3 D desta imagem neste link:

https://spacetelescope.org/videos/heic2007f/

A captação de imagens de objectos espaciais, sejam planetárias ou de espaço profundo, é complexa. Podem começar a perceber o que está na sua base no artigo que já publiquei neste blog: Viajar pelo Cosmos com Nuno Pina Cabral, que vos conta a história e vos mostra algumas obras de um dos nossos astrofotógrafos portugueses.

E o futuro da captação das imagens cósmicas, como será? O design especial e único do Hubble permitiu que fosse reparado e actualizado pelos astronautas com tecnologia avançada tornando-se um dos observatórios com mais longevidade e valor para a comunidade científica, a ESA e a NASA. Mas já tem um sucessor: o James Webb, que terá um campo de visão significativamente maior do que a câmara NICMOS do Hubble, entre muitas outras diferenças que podem conhecer aqui. O Telescópio Espacial James Webb tem data prevista de lançamento a 30 de Março de 2021, mas isso não significa a morte do Hubble. A orbitar a 570 km acima da Terra, espera-se que o Hubble continue activo durante mais alguns anos. O James Webb estará a uma distância muito maior e, na realidade, não estará a orbitar a Terra, situando-se sim a 1,5 milhões de km do nosso planeta, numa órbita denominada segundo ponto Lagrange ou L2.

Entretanto, o Hubble continua a revolucionar a astronomia moderna não apenas para astrónomos, mas também levando o público numa viagem deslumbrante de exploração e descoberta, que se iniciou com os primeiros astrónomos para crescer com a coragem de aviadores, cientistas, engenheiros e astronautas.

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