Majestosa Árvore No Camping do Vidoeiro no Gerês Por Vera Dantas

A maior dificuldade perante a imensidão do Gerês é decidir o que explorar, por onde ir. Sinto-a sempre que entre neste reino verde, aquático e aberto. O tempo limita-me a vontade de explorar todas as paisagens que comporta, e por isso volto com renovada ânsia para continuar a descoberta. Desta vez foram três dias do final de Agosto. Fiz da vila do Gerês a base para novas explorações.

Com uma tenda espaçosa para estrear, ousei voltar a acampar após muitos anos. Optei  pelo Parque do Vidoeiro, um dos mais antigos do Gerês, mesmo acima da vila, cuja proximidade é uma grande vantagem. Inicialmente reticente pela localização dos alvéolos em escarpa apertada, procurei um lugar melhor e encontrei uma zona, no alto do parque, onde não entram automóveis, perfeitamente idílica e com muito espaço e arvoredo. Depois da tenda montada resolvi explorar o curso do Rio Gerês, que passa mesmo pelo meio do parque de campismo. Tinham-me dito que dava apenas para refrescar. Mas na verdade forma duas lagoas de água translúcida onde se pode nadar! Uma delas, a maior, é banhada por uma cascata, de água bem fresca, paradisíaca.

E, claro, mergulhei! Cá fora o ar quente brindou a minha coragem com uma doce recompensa de bem estar revigorado.

Vera Dantas numa cascata do Rio Gerês

No segundo dia, com vontade de subir a serra e descobrir novos destinos, parti em direcção à “Cascata Tahiti” ou “Cascata Fecha de Barjas”, que na verdade é a maior de um conjunto de várias cascatas belíssimas. Pedi indicações no Camping e fiquei a saber que há dois caminhos possíveis para lá chegar. Optei por seguir as coordenadas GPS – Latitude: 41º42’13.94 N, Longitude: 8º06’36.71 W – que me levaram pelo caminho mais directo. A viagem demora cerca de 20 minutos, com a calma e o cuidado necessários em estradas de montanha e subidas bastante íngremes com grandes escarpas a nossos pés e paisagens abertas proporcionadas pela considerável altitude do percurso. Ao chegar, a partir da ponte sobre o rio, há dois caminhos para descer até à cascata. Nenhum deles é muito fácil, mas são ambos praticáveis, desde que se vá sem pressas e com precaução. O da direita (para quem está na ponte virado para o lado descendente das cascatas), começa com umas pedras bastante escorregadias e íngremes mas mais à frente beneficia de um novo passadiço em madeira (cuja passagem será cobrada a 1 € segundo o cartaz afixado no local). A partir daí a descida é fácil e rápida até às cascatas. O da esquerda é sempre pelo solo da montanha, é mais longo mas menos íngreme, à excepção da última etapa, para a qual convém ter alguma ajuda nas descidas. Este último vai dar às rochas mais abaixo da grande cascata.

Vera Dantas Na Cascata Tahiti Do Gerês

Vá por que caminho for, acredite que o esforço compensa. Chegar à espaçosa lagoa verdejante e nela nadar é maravilhoso. E ainda me soube melhor porque a água aqui não é fria! A força da água junto à cascata é de cortar a respiração. E por isso mesmo sabe bem senti-la. Mesmo em Agosto, e apesar dos muitos visitantes, há espaço suficiente para estar na água à vontade. Difícil é querer sair…

Cascata Tahiti no Gerês Por Vera Dantas

Terceiro dia e a vontade de nadar na albufeira fez-me seguir directamente do Vidoeiro pela estrada fora, passando a vila do Gerês. Cinco minutos depois cheguei a um desvio sinalizado com um cartaz do “Restaurante Gerês Albufeira”. Virei à direita em direcção à albufeira. Chegando à praia restava-me estender a toalha e aproveitar o espaço a céu aberto rematado a verde geresiano. E como soube bem entrar naquele lago de água de temperatura macia…

A Albufeira em tons verdes no Gerês
E com um pouco de esforço chega-se a nado à península de Lugar de Cubos, Vilar da Veiga, em frente à praia.

Nadar até à Pensínsula de Vilar da Veiga no Gerês

Para esta experiência o ideal é ir apenas ao final da tarde, se for Verão, pois é nessa altura que a praia está menos povoada de gente e já há espaço para se estar bem.

Três dias de Gerês. Estes foram no Verão. Mas em todas as estações há deslumbramento à nossa espera.

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